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O valor do barril de petróleo, na cotação internacional, tem batido recordes há meses. Em 2006, o Brasil havia atingido a tão sonhada auto-suficiência no petróleo, porém hoje ainda não há consenso sobre nossa real independência. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou que, de janeiro a julho de 2008, o Brasil importou 14,9 milhões de barris de petróleo a mais do que exportou.
O que acontece aqui é que as plataformas nacionais de petróleo foram projetadas para processar petróleo leve (importado do Oriente Médio), enquanto a produção nacional é baseada no petróleo pesado. Isso faz com que a balança comercial seja negativa: o petróleo pesado, vendido pelo Brasil, é mais barato do que o nobre, importado. Pior: a projeção da Petrobrás é que esse déficit só será zerado em 2010.
Portanto, é necessário entender como o nosso bolso é e será afetado. Ao contrário do que muitos imaginam, não é somente o combustível que pode pesar, e sim um universo muito amplo de produtos, como asfalto, óleos, parafina, solventes, etc. Neste artigo vou falar sobre os amigos das mulheres: os cosméticos.
O petróleo está presente no processo de fabricação de cremes, xampus, condicionadores, maquiagem e etc. Derivados do petróleo mantêm a consistência dos batons, gloss e protetores labiais, fixam os produtos em pó na pele, dissolvem esmaltes, evitam a degradação rápida dos produtos, formam espuma e garantem a emoliência e a umectância. Além disso, o petróleo é matéria-prima para as embalagens plásticas.
Por esses motivos, a indústria mundial de cosméticos tem ficado de olho nos impactos do aumento do petróleo e tem lançado no mercado produtos alternativos, que visam não só driblar os custos cada vez maiores, mas também diminuir o impacto ambiental. Por exemplo, muitas empresas têm lançado produtos chamados “refil”, onde você compra a embalagem completa somente uma vez. Quando o produto acaba, é necessário comprar somente o produto e não o kit completo.
Para quem ainda não percebeu, grande parte dos fabricantes de cremes faciais trocou a embalagem plástica pela de vidro. As empresas estão aliando a necessidade que o mercado exige - de ter uma política de responsabilidade social - com a economia de se usar outros tipos de recipientes e embalagens.
Do outro lado, na demanda (que somos nós), ações também devem ser tomadas, como:
- Trocar produtos importados. Empresas nacionais ou até mesmo multinacionais que instalaram fábricas no Brasil estão bastante competitivas e têm lançado produtos com tanta qualidade quanto os importados. E não podemos esquecer também das revendedoras – aquelas que andam com um catálogo debaixo do braço;
- Abraçar a idéia dos produtos com refil. É uma ótima idéia;
- Escolher produtos substitutos. Por conta da alta competitividade, as promoções estão cada vez mais comuns, e assim é possível sempre comprar com preços melhores;
- Utilizar produtos artesanais. Nós sempre temos uma amiga que faz sabonetes, cremes, velas e etc. São ótimas opções baratas e ainda dá para fazer “pacotes” com preços mais baixos;
- Juntar um grupo e comprar produtos nas perfumarias que vendem no modelo de atacado. A diferença de preço é muito significativa.
Por último, mas não menos importante, bom-senso. Não há necessidade de ter diversos cremes no armário. Conheço pessoas que adoram comprar potes novos, com cores bonitas, embalagens modernas e abrem sem ao menos acabar com o produto que já estavam usando (e que já era ó-t-i-m-o!).
Pequenas mudanças no dia-a-dia podem não fazer diferença no curto prazo, é verdade. Porém, no longo prazo a economia é grande. A conjuntura atual não é muito favorável, pelo menos para aqueles que contam um salário mensal que sempre poderia ser maior. Mas ainda é possível manter uma rotina financeira saudável, contanto que alguns pontos sejam ajustados. Que tal abraçar essa idéia?
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Olá Lucas! Muito obrigada por indicar meu artigo!
[]s
Mariana